A Espiritualidade do Deserto

A Tradição do Deserto

 

     O espírito beneditino segue as pegadas daqueles que, nos séculos passados, foram chamados por Deus à milícia espiritual no deserto. Os que O seguem, como cidadãos do céu, tornam-se estranhos às coisas do mundo. Na solidão e no silêncio suspiram por aquela paz interior que gera a sabedoria. Renunciam-se a si mesmos a fim de seguirem o Cristo. Pela humildade e obediência lutam contra a soberba e a rebelião do pecado, e na simplicidade e no trabalho buscam aquela bem-aventurança prometida aos pobres. Com alegre hospitalidade, partilham com seus companheiros de peregrinação a paz que emana de Cristo.

 

     No século IV da era cristã os desertos da Síria e Egito viram afluir em grande número homens como Santo Antão e São Pacômio que, respondendo ao chamado de Cristo, deixaram a vida do mundo para se dedicarem a uma vida com Deus no deserto e na solidão, ali fundando os primeiros mosteiros da história cristã. Estes monges se tornaram conhecidos como os padres (ou pais) do deserto. Surgia, assim, uma nova sociedade à margem da antiga; comunidades de ascetas que, sob diferentes formas e com o nome de lauras, sketes, coenobia, se tornariam, na solidão do deserto, o modelo da cidade vindoura, a Jerusalém Celeste.

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